quinta-feira, 5 de junho de 2014

"As Cores do Meu Silêncio" de Carlos Bondoso



[…] Em AS CORES DO MEU SILÊNCIO, Loucura e Razão concorrem num mesmo universo e, em meu entender, a Loucura, sobrepõe-se à Razão, cabendo ao leitor a possibilidade de os concretizar (Loucura e Razão) numa perfeita harmonia. Se estivermos atentos, verificamos que este livro se constrói a partir da incompatibilidade de diversos sentidos e que o Silêncio do poeta se constitui entre a linguagem de forma ambígua, figurada e transparente. […]

[…]
Ler AS CORES DO MEU SILÊNCIO permitiu-me entrar numa realidade delirante, onde um Silêncio munido de linguagem e de cor se afirma em campos etéreos. Numa viagem onde as palavras revestem-se de sentidos e estatutos distintos para desvairar o meu estatuto de leitor. Sou louca ao ponto de afirmar, que senti uma espécie de sedução.
O sujeito poético não apenas expele Loucura mas dissemina-a. E eu, simplesmente bebi cada um dos seus versos. Cada palavra. Cada imagem. Ao ponto de ficar extasiada!

do prefácio de Adnilo Lotus de Carmim