quarta-feira, 6 de julho de 2022

"Uma Possibilidade Chamada Menina" de Ana T. Freitas

 

12,00 €



São de natureza diversa os sentidos em que se podem entender os tópicos da expressão literária. Uma visão poligonal da literatura irá encaminhar-nos para uma mescla de sínteses e de análises, solicitações do espírito de observação intrínseca e extrínseca da realidade, numa visão panorâmica ou de pormenor, mas sempre atenta às vicissitudes com que se depara no exercício da imaginação criativa, tantas vezes exposta a estímulos desencontrados, intermitentes, efémeros e até fúteis.

[…]

As espirais associativas e simbólicas destas crónicas de Ana T. Freitas, que aqui se estreia na prosa com este volume intitulado “uma Possibilidade chamada menina”, notícia de um quotidiano quase jornalístico com laivos pontuais gnómicos e diarísticos, na sua visão de vivência do mundo, irão por certo proporcionar aos seus leitores agradáveis momentos de plenitude e de fruição poética.


in prefácio de Maria Lucília F. Meleiro


Livros da autora
publicados pela editora Modocromia

 

"Notáveis de Panoias" de José Maria Ferreira

25,00 €

 

Ao olharmos, hoje, para a nossa terra com casas humildes, ruas estreitas num perímetro pouco alargado, sem habitações emblemáticas de poder e de riqueza, não antevíamos que a vila de Panoias tivesse sido, nos séculos XIII até ao XIX, local privilegiado da governança do país, palco de lutas e guerras que aqui se travaram e foram decisivas no desenho de um passado incerto, que a trouxe a um presente sem glória.

José Maria Ferreira nasceu em Panoias há algumas décadas, cedo saiu como tantos de nós. Ancorado numa enorme crença da grandeza das gentes da sua terra, com (im)paciência e curiosidade imensas, investiu 16 anos do tempo livre que lhe deixava a sua profissão a consultar arquivos pelo país, onde, pacientemente, descodificou textos com linguagem nem sempre acessível, recolheu, interpretou e sistematizou informação e factos, que hoje nos permitem conhecer gente ilustre que na vila nasceu e cresceu num tempo de prosperidade.

[…]

A edição deste livro deve constituir um orgulho para o seu autor e para os seus conterrâneos. Através dele, vamos conhecer e partilhar com os nossos descendentes a glória da vila de Panoias abandonada e desprezada por políticos e políticas há muitas décadas.

A José Maria Ferreira a nossa gratidão!


in prefácio de Maria Odília Martins Dionísio Baleiro


Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

 

"…e Perenes São as Pedra" de Milanda

 

12,00 €



Indissociável do anterior, “Pedras Perenes”, é como eu gostaria que se considerasse este meu terceiro livro de poesia.

Irmãos nascidos em anos diferentes, são, no entanto, unidos. Quase dando ao leitor, cada um deles, a consciência da existência do outro, juntam-se e abraçam-se na palma da mão.

Têm estes livros um elo de ligação: as pedras, parte constituinte do nosso planeta. Em bruto ou, toscamente ou artisticamente, trabalhadas pelo Homem.

No final de um dos episódios do programa Visita Guiada, da RTP2, um arqueólogo afirmou: só as pedras e os astros são eternos. Esta frase serviu de inspiração para intitular este meu livro, bem como o anterior.

Curvo-me à magnitude das pedras e nestes dois livros lhes rendo homenagem. EU, passageira neste mundo.


in Introdução de Milanda

… … …

 […]


Com toque de lirismo romântico, o livro vai-se organizando em recantos de olhar e de emoções do sujeito poético, como num jardim de encanto e de exposição da realidade sem rendilhados especiais. Nestes canteiros de flores de diferentes corolas, aromas, estatuto, cor e textura, abrem-se ao leitor os arquivos da memória que traz à luz do poema criaturas, sonhos, impressões e sentimentos de amor ou desamor, de desejo carnal implícito ou sublimado, na expressão de alguma carga erótica com alma, que consagram caminho andado. Como a pedra que absorve a vibração de cada instante, também o sujeito poético retém a lembrança de tudo observado, vivido, almejado, transversalmente ao tempo

[…] 


In prefácio de Regina Correia

"O Baile da Rainha" de Mário Nóbrega

 

18,00 €

Alfredo Medeiros, ex-inspector da Polícia Judiciária, vive a sua reforma em Cuba. Não pretende, tão cedo, regressar a Portugal, nem mesmo na condição de turista, por ter deixado em aberto a caça a um assassino em série que raptara um amigo seu, jornalista, acto a deixá-lo vincadamente perturbado, mas acaba por dizer sim às insistências da companheira.
Mas não devia ter cedido.

O assassino em série está à sua espera...
Mais do que a própria vida, coloca a dos seus familiares em perigo assim que põe pé no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

"Não Partas Sem Mim" de Olga Coimbra

 

12,00 €



Num espaço temporal de aproximadamente três anos (entre 2018 e 2021), a pacata vida de Luísa, uma psicóloga clínica de 51 anos, será assolada por um turbilhão de acontecimentos inesperados.
Traição, sedução, paixão, perdão, amizade ou cumplicidade são alguns dos ingredientes que entram nesta trama e que de certa forma corporizam a narrativa. A cidade do Porto é o epicentro da ação, onde decorrem os acontecimentos mais marcantes.
Após um período de dúvidas, desilusões e tristeza, Luísa volta a sorrir e a acreditar no amor. Porém o passado está lá e, quando menos espera, surpreende-a e não lhe dá tréguas.
A pandemia global que, entretanto, emerge virá inevitavelmente precipitar alguns acontecimentos, pois não fazia sentido não incluir o tema na narrativa escrita em tempo real.

Apesar de se tratar de um curto período na vida de uma mulher, este é recheado de acontecimentos e emoções em que muitas de nós se revirão em algumas das situações descritas.
Afinal, é da Vida de pessoas comuns colocadas pelo acaso em situações-limite, que todos os grandes sentimentos humanos se conjugam – o medo, a angústia, o júbilo, o amor e a morte – que este livro trata.

"Lisboa do Rio Salgado" de José Alfaia

12,00 €

Neste livro, organizado em três partes (GÉNESE – Lisboa do Rio Salgado; ÊXODO – Caxias – Meu Berço / Meu Amor / Meu Tejo-Mar; APOCALIPSE – À Procura da Verdade), José Alfaia demonstra a sua eximia capacidade de poeta, explorando várias formas que vão da simples quadra ao soneto, abordando vários temas: o amor, a observação daquilo que o rodeia, a reflexão sobre o sentido da vida, onde o Tejo ocupa uma posição relevante.

Ser poeta é ser um deus
Dum paraíso frustrado
É ter a benção dos céus
E ser rei sem ser coroado

 José Alfaia


"As Pedras Sangram" de Carlos Bondoso

 

13,00 €

Carlos Bondoso brinda-nos com um novo livro, “As Pedras Sangram”, no qual o vento invisível serpenteia a imensidão horizontal do infinito, num voo rasgado de palavras, em que cada uma representa, de acordo com a sua movimentação poética, uma miríade de simbologias, nomeadamente, o abraço de um suspiro, a assimetria de uma melodia, a libido contida num desejo, o impulso de um afeto e a vociferação de um grito.

[…] para a partir deste dinamismo de forças heterogéneas, atingir a liberdade “num canto de pássaro” e dar azo ao “Indefinível” de corpo vítreo e incandescente. Obrigada, Carlos, Bondoso por me dares a oportunidade de ler mais um maravilhoso livro teu.

Lynda de Carvalho


Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

 

"Caminhos dos Sentimentos" de Agostinho Lopes

 

13,00 €



Mil vidas dentro de uma, assim defino esta obra de arte em forma de poemas que pintam este livro do princípio ao fim.
Neste caso, o poeta não é um fingidor, ao ponto de fingir que é dor.
Agostinho Lopes eterniza, num íntimo contraste, os mais profundos sentimentos da vida: amizade, dor, compaixão, dúvida, solidão, alegria, tristeza, ciúme, paixão, amor, amor e amor.
Interliga a vida com o mar, o céu, o sol e o luar.

[…]

O seu nome, gravado na pedra do tempo, inscreve-se na galeria dos grandes poetas ou como poemeiro como tanto gosta de se apelidar.

Agostinho e esta obra literária são amor da cabeça aos pés.


Renato Freire
CEO Jethro International

"Casa de Conchas" de Lília Tavares

 

12,00 €

[…]

Retrato pessoal de meio século de história, esta obra não olha apenas para trás: usa a argamassa da lembrança para interpretar o presente e criar o futuro. Fala da importância dos laços, visíveis e invisíveis, que unem as gerações. Actualiza o velho princípio de que omnia vincit Amor; et nos cedamus Amori (Vergílio, sempre Vergílio). Celebra o poder insuperável de um mar, símbolo maior da natureza, que lima arestas e regenera feridas. Permite lobrigar, subrepticiamente, até que ponto o desenvolvimento imposto a todo o transe, sem atender ao futuro, implica um encargo pesado. Oferece-nos antídotos para a inquietude que a viagem contemporânea envolve, a consciência do “acto de lembrar” e a afirmação do sensível. Em tempos incertos, como os nossos, não se pode dizer que seja pouco.


In prefácio de José António Falcão



Livros da autora
publicados pela editora Modocromia

terça-feira, 5 de julho de 2022

"Gentil Vadabundo" de Clementina Matos

 

14,00 €

Estes contos, que integram algumas das minhas memórias, apresentam-se na presente colectânea em primeira pessoa.

Tendo todavia em conta a distinção entre autor e narrador, parece-me oportuno confessar que há nestas oito narrativas um ponto de partida autobiográfico, e ainda uma participação activa da imaginação.

Assim, a recordação grata de um velho vagabundo que me contava histórias e assobiava aos pássaros, dialogava com as estrelas e cantava o fado, haveria de inspirar o primeiro conto, «O Gentil Vagabundo».


in notas da autora de Clementina Matos 
Livros da autora
publicados pela editora Modocromia

 

quinta-feira, 28 de abril de 2022

"Coreografia dos Sentidos" de Manuel Veiga

 

14,00 €


Este novo livro de Manuel Veiga, abre com uma marca identitária do poeta e a afirmação do seu empenho criativo e do modo de exercer esse mister: «A reinventar o léxico/E a desenhar o bailado/Desordem que arde/Sob o sol a pique». Não sei de melhor forma de um poeta dizer ao que vem: reinventar as palavras e a sua imanente desordem.

Sabemos que não vem – porque é do espaço solar e lírico das palavras que ele fala, como se fora um bailado –, tecer mágoas, carpir nostalgias, inventariar remorsos. Tarefas para outros, que não para este poeta solar, que transfigura as dores de corpo e alma sem gritos de amargura existencial, antes numa suavíssima viagem pela puerilidade dos sentidos.

[…]

Um discurso poético remoçado, a um tempo extenso e ágil, fulgurante, a provar que o poeta se reconstrói nesses sortilégios transitivos do Ser e da Memória – ilidindo o Tempo e os modos de o desordenar. Muito caminho a percorrer, portanto.


in prefácio “Memória e Transfiguração de Domingos Lobo


Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

 

"O Silêncio não Dorme" de Magnólia Santos14,00

 

14,00 €

Existe no nosso ordenamento jurídico a figura do “direito ao silêncio”, ou seja, qualquer réu tem o direito, como proteção jurídica, de não responder em tribunal sobre os quesitos das acções de que vem acusado. Se este preceito jurídico se processa individualmente, outro existe na lei geral que protege o cidadão comum do excesso de ruídos. Temos, todos nós, a partir de uma determinada hora do dia, a que os nossos vizinhos, os escapes de motociclos, os transportes públicos, como os aviões, não perturbem o nosso bem-estar.

[…]

Precisamos do silêncio para nos evadirmos de nós, do ruído avassalador das grandes metrópoles. Precisamos, após uma semana de trabalho, de refúgios e por eles, nessa urgência de nos desligarmos da barbárie quotidiana, fugimos para o campo, para a placidez dos grandes espaços onde apenas os pássaros, o vento nos pinheiros, o som de cristal dos riachos, perturbam o silêncio da paisagem. Precisamos desse cíclico retorno às origens, à raiz telúrica do silêncio, antes que o ruído, o seu excesso carregado de violência, destrua a réstia de humano que nos habita.

[…]

Há nesta viagem ao «dorso do silêncio sobre a planície inundada de palavras», como nos diz a autora no enunciado deste livro, que é uma longa e bem informada indagação teórica, percorrendo a poética das vozes mais largas da nossa poesia (e quase todas são evocadas por Magnólia dos Santos neste livro), uma recorrência à palavra “silêncio”, um silêncio habitado por palavras, pelos seus sons, pelos seus oníricos rumores, pelo seu grafismo, pela sua música íntima.

Os autores aqui convocados pela autora evocam o silêncio para o rasgar, para o carregar de palavras, palavras que se atrelam a sons, que mesmo no silêncio com que lemos esses textos, produzem íntimas atmosferas, emoções, lágrimas, júbilos. Quando lemos, algo em nós estremece, se molda, se transfere para o outro. Mesmo no silêncio da leitura existe um lanho, um corte com o silêncio. Após a leitura de um romance, ou de um poema, acontece-nos algo de perturbador, que rompe a solidão e o silêncio. Bergson falava dessa circunstância de outro modo: «Nous a’aurons plus jamais notre âme de se soir».

[…]

É pois da preponderância do silêncio na obra de grandes autores, sobretudo poetas, que este ensaio literário trata. Um ensaio lúcido, expurgado do linguajar academizante, acessível ao comum dos leitores que queiram entender a pluralidade de sinais, de modos de ser, os silêncios agrestes e os silêncios metafísicos, de uma vasta lista de grandes autores.

Magnólia Maria dos Santos fecha este seu ensaio literário, com um belo poema de sua lavra. Um poema pleno de simbologia, também ele em busca da raiz do silêncio.

In prefácio “A Raiz do Silêncio” de Domingos Lobo

"Menina dos Carcóis" de Agostinho Silva

 

14,00 €


Teresa é uma mulher bonita, elegante e determinada. Ama a profissão que escolheu e segue os seus sonhos. No fundo, uma mulher igual a muitas outras. Porém, nem sempre concretiza os seus sonhos e leva a vida que gostaria. Talvez por isso, afloraram na sua conduta facetas menos conhecidas, como uma incapacidade de perdoar e uma agressividade gratuita.

Num mundo de egoísmos e de egocentrismos, onde escasseia a justiça e a sensatez, Teresa foi conseguindo debelar as dificuldades, nem sempre com sucesso.

In Introdução de Agostinho Silva

"Duas por Uma" de Lara Agreiro

 

10,00 €


Escrever um livro é uma grande aventura e uma arte maravilhosa. A Lara presenteia-nos com mais uma história cheia de surpresas que prende o leitor desde as primeiras linhas. Estamos perante a segunda obra desta jovem escritora, que mais uma vez nos surpreende com a sua originalidade e ao ler.

[…]

A história revela-nos a relação de duas irmãs gémeas, com as suas diferenças de caráter e de gostos, e por outro lado, retrata a união e o amor que são tão característicos dos irmãos. Um dos ingredientes desta história que revela a maturidade da escrita da Lara é a descrição das personagens, dos lugares… uma delícia! Não vou levantar mais o véu… convido-vos a ler esta história e a viajar com as gémeas e a Lara!

In prefácio de Luísa Silva

quarta-feira, 27 de abril de 2022

"Além das Palavras II" de Valter Guerreiro

 

12,00 €

 

A poesia de Valter Guerreiro remete-nos para dimensões estéticas em que as form(ul)as poéticas deixam de desempenhar o seu papel tradicional. Elas já não são meros envolvimentos externos de conteúdos dados, mas sim portadoras de mensagens próprias engendradas autonomamente no seu próprio interior sem condicionantes prévias.

[…]

(“Le Poète est semblable au prince des nuées/Qui hante la tempête et se rit de l’archer;/Exilé sur le sol au milieu des huées,/Ses ailes de géant l’empêchent de marcher.”)
A poesia é só isso. Mais: nada antes disso será verdadeiramente poético. E o poeta terá de ser sempre um Príncipe das Nuvens bem longe da historicidade contingente da vida. Ele terá de sobrestar bem acima dos simples mortais.

É tudo isso que este livro de Valter Guerreiro nos sugere.

in prfácio de António Marinho Pinto


 

"S. Francisco Xavier" de Francisco Xavier Valeriano de Sá



20,00 €


É com nostalgia que o autor recorda a infância, embora entristecida aos dez anos de idade com a morte da sua mãe, mas suplantada pelo carinho e dedicação paterna e dos dois irmãos mais velhos.

Das recordações da juventude gravadas na memória, uma é a caminhada a pé que em 3 de dezembro de cada ano se fazia da casa dos pais na Ilha de Jua (St. Estevam) até à Velha Cidade, para a festa de S. Francisco Xavier. O grupo familiar, composto pelo pai, a irmã, o irmão, o próprio e a encarregada dos serviços caseiros, iniciava a caminhada sob o frio de dezembro e no escuro das 4 da madrugada trilhando caminhos tortuosos por campos, matas, Toltó e Daujim, iluminados apenas pelas estrelas do firmamento, para chegar à cidade por volta das 7 h ao clarear do dia.
A caminhada fazia-se com entusiasmo que se mantinha até ao regresso, ao fim do dia.

[…]

Dos excertos de escritores proeminentes inseridos nesta obra dedicada a S. Francisco Xavier (1506-52), os do Fernão Mendes Pinto (1509-1583) merecem relevo, porque, como contemporâneo, são testemunhos presenciais do encontro com o Padre Francisco Xavier em Molucas, da viajem de Funcheo à China e da recepção em Goa do corpo incorrupto do Santo vindo de Malaca.

Face aos valiosos dados obtidos da família Jasso y Xavier; do título Gõymcho Saib – Senhor de Goa; das narrações relevantes do conceituado historiador Pe. Francisco de Sousa S.J. (1649-1712); dos depoimentos de Fernão Mendes Pinto, contemporâneo e amigo do Santo; de diversos factos e acontecimentos quase desconhecidos de muitos; e fotos de valor histórico, o autor sentiu-se na obrigação de não os deixar desaparecer com a poeira do tempo, mas de os divulgar através desta publicação sobre o glorioso S. Francisco Xavier – Gõycho Saib – Senhor de Goa.
Por último a expressão de gratidão pela preciosa ajuda prestada pelos amigos: António Trigueiros S.J. (Pe.), Augusto Ferreira do Amaral, Lívia de Abreu Noronha, Maria Virgínia Brás Gomes, Teresa Maria de Mendia de Castro – Nova Goa e Venâncio Machado.


In nota introdutória de Francisco Xavier Valeriano de Sá



sexta-feira, 29 de outubro de 2021

"Concerto de Miau e Piu Piu" de Domingos Lobo

12,00 €

 
O Concerto de Miau e Piu Piu, é uma parábola sobre a amizade, e as diversas formas de a entender, entre dois animais de espécies diferentes: um gato, com a sua felina natureza e um frágil canário.


O gato, façanhudo, vê no desamparado canário apenas “um bom petisco”
para a sua dieta. Acontece que o canário possui um piar virtuoso e arrebatador.
Esse melodioso trinado irá conquistar o ser sensível que, afinal, habita o predador gatão.

Este livro diz-nos, a rimar, que a Amizade e o respeito mutuo, a aceitação do Outro, é sempre possível quando dois seres, por muito diferentes que sejam,
descobrem o que no Outro existe de melhor, de genuíno.

O resto desta história é música e sonho. Modos de sonhar com um mundo melhor.


Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

 

"Chocolate" de Edgardo Xavier

 

14,00 €



Chocolate. Doce, amargo, picante e até salgado. Dúctil e resistente ao toque. Simples e recheado de quantos sabores possamos fantasiar. Frágil à exposição dos elementos. Versátil nas formas em que o consumimos. No momento degusto-o esculpido em letras, que vou desembrulhando do seu invólucro protector, e que o artífice habilmente criou e transformou em palavras, frases, textos que construíram páginas doces, amargas, picantes e até salgadas. Mas que depois de saboreado um parágrafo não resisto a consumir um outro mais, e outro, e outro.
[…]

É-me complexo o ofício de traduzir emoções. É-me simples o ofício de dizer quanto fico aquém das palavras que este artífice, Edgardo Xavier, merecem que lhe sejam endereçadas numa pormenorizada análise linguística, semântica ou outras do mesmo teor por quem seja perito na matéria. Eu sou não mais do que uma leitora atenta e fiel, apenas e talvez perita no ofício de sentir. Confesso que tudo apreendi e aprendi ao desembrulhar da prata que a envolvia esta frase na Nota de Autor, na qual afinal tudo está claro: «Estou sempre no que conto na pele de outra pessoa.»
[…]

do prefácio de Rita Pais
 

Livros do Autor
Publicados pela editora Modocromia