domingo, 22 de março de 2020

"O Momento Certo"

13,00 €



Numa visão pessoal, o mar é a mais bela força da natureza, mesmo quando está zangado. Logo, assume o papel de uma cultura ímpar onde a assimetria de cada embate na costa é um eco imagético que abrange olhares desiguais, divergentes, solidários… mas desafiadores de um estar presente onde o belo pode ser um arco-íris de sonhos e vontades.
“O Momento Certo” de Cristina Fernandes, nasce com essa moldura apelativa por entre olhares curiosos e atentos, num folhear incansável, onde a autora codifica calendários, momentos e imagens que despertam anseios de reflexões, sorrisos ou até lados sérios questionadores do porquê de esculpir palavras assimétricas mas certas até na rima do pensamento.
     “Na nudez de cada palavra
      cresce um tempo sem memória
      onde se reconhece o olhar
      do velho peregrino da história”

[…]

“O Momento Certo” dita uma cronometria “sem urgências”, e até perfilha tempos indeterminados, num respirar “sem pressas”, onde cada vocábulo é um aprendiz de causas.

“sem dependências, sem urgências”, “mas com a plenitude” “abrangente do mesmo abraço” “do tempo demorado” “do espaço reencontrado”.
Geografias diversas, celebrações crescentes, odores inquietos, silêncios marcantes e apneias suavizantes, são o traço deste capítulo de escrita, com continuidade a assumir.
“O Momento Certo” bateu-me à porta, e gostei da “seda que este rio… aflora”.



Do prefácio de José Luís Outono

Não Pises as Formigas

13,00 € 


Também se voa pensando. Quem assim aceda à liberdade abate o interdito. Esta escrita é a expressão mais íntima que toquei pela meditação. Neste conjunto de poemas, há muitos temas gerais e um eminentemente particular: o amor, essa forma de querer e respeitar.
Sou apenas um entre muitos mas tenho o meu espaço. As fronteiras defino-as eu e mudam para que os que amo as não sintam, para que os demais as não invadam.
Não Pises As Formigas é um título que tem tudo a ver com a minha maneira de estar no mundo. Exerço o meu poder abdicando da perturbação gratuita de quem quer que seja. Posso destruir mas uso essa força para preservar. Tal como o faria alguém que nem necessita de nome para ter paz.

Nota de Autor de: Edgardo Xavier


[…]
Pois é a consciência que se revela através dos paradoxos que ilustram o mistério da existência, a polaridade pela qual Edgardo Xavier lança o repto a acedermos à grande síntese a partir dessas antíteses. Estamos, portanto, perante uma Realidade ou uma força invisível e imanente que transforma, reordena e até transfigura a facticidade quotidiana, razão por que o poeta expressa o amor ou entende que a vida só pode ser amada.



do prefácio de: José Pais de Carvalho


Livros do Autor

Publicados pela editora Modocromia

sábado, 21 de março de 2020

Palavras de Cristal Vol.VI

20,00 €


Escrever sobre um livro de Poesia é escrever sobre palavras, sobre a própria escrita, a criatividade, a idealização. É entrar em territórios privados, os do autor e os que lhe são externos.
 Ao prefaciar um autor, podemos ‘ler’ a pessoa na transparência ou na translucidez das suas palavras. Se o autor é Poeta, a leitura torna-se um profundo exercício de introspecção sobre as diferentes dimensões dos seus estados de alma, das suas motivações, das suas ‘musas’, dos seus medos e dos seus gritos de coragem e solidão.
Quando temos perante nós uma colectânea de poemas, podemos encontrar algo mais: uma comunidade de Poetas cujos caminhos se encontram num chão partilhado, um lugar mágico de celebração da palavra, um encontro à espera da nossa leitura – como se fosse um abraço. A companhia destas Palavras de Cristal permite-se ser um exercício de prazer, um tempo concedido à diversidade de olhares e sentidos, um instante de liberdade, longe da ilusão do ruído lá fora.
Finalmente, a obra vai passar a ser pertença do leitor. “Ler é sonhar pela mão de outrem” (Fernando Pessoa, Livro do Desassossego). Neste caso, várias mãos, vários sonhos.

 Prefácio de: Lília Tavares

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Pescador de Emoções

13,00€

[…]
Fumar, beber, sair do corpo e ficar ausente, regressar de repente e confirmar que é ainda aqui que está, paradoxal como o absurdo, o que há breves instantes saíra, bebera, sentira. Existem muitas lógicas ou muita variação dos caminhos por onde o autor nos força a seguir. Pés de homem, a música na flauta, o prazer e o horror dela, tese e antítese, a atomização da entidade vigilante, o remendar do tédio com brilhos exuberantes numa escrita que se desvenda, secreta, fechada neste universo onde todas as ideias podem ser surreais.
Mais que a definição de uma história, este livro agarra a sensibilidade, a experiência, a atenção do leitor projetando-o para um conteúdo vocabular que o desafia a achar em si mesmo o infinito. Nele, como expressou Fernando Pessoa, estaremos sempre a meio caminho.


do Prefácio de Edgardo Xavier


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Deixa-me Ser o Teu Abraço

13,00€

A escrita é uma viagem, onde as palavras se casam com os pensamentos.
Mesmo pequenas palavras, soltas e livres, podem levar-nos a locais distantes, na medida da dimensão da nossa imaginação.
Palavras, vivências e sentimentos, fazem parte do nosso eu, mesmo que a realidade e o virtual se misturem, dando cor aos momentos de solidão.
Os textos deste livro propõem essa viagem. Na sua leitura, desejo que venha viajar comigo. Mesmo que os nossos destinos não sejam iguais, espero que a viagem lhe dê prazer e alegria interior.


nota da autora – Maria Luísa Matos

Digo-Te de Mim

13,00€


[…]
 “Que não haja restrição a amor algum…” (Agostinho da Silva)
Escrever poesia sempre foi, para mim, um ato natural e fluido, deixando as palavras voar ao sabor da imaginação.
Escrever é um ato criativo único, como única é a forma de escrita do eu poético que dá às palavras cor, vida e sabor e a partir das quais vai criando o poema, como se os versos fossem peças de um puzzle. Finda a sua construção, chega o momento de o partilhar, deixando que as suas palavras se apropriem do outro, como, inicialmente, se apropriaram de si próprio.
Poeta é todo aquele que cria…”, como dizia Agostinho da Silva e eu acrescento que é aquele que inventa o mundo, que o recria à sua imagem na forma de ver e de o sentir. E foi assim que escrevi: inventando, criando, recriando, na simplicidade das palavras e daquilo que elas me iam dando, à medida que nelas ia pensando.
 […]
Porque, o que se lê e como se lê, só faz sentido quando desperta o que de melhor há em nós e nos acompanha, sempre que nos sintamos sós.
Que este livro dê tanto prazer a ler, como me deu a escrever!

da nota da autora – Florbela Lourenço

No Tempo das Flores Vermelhas

13,00€



“No Tempo das Flores Vermelhas” é um livro pleno de Luz, a fazer jus ao nome da autora, que se considera uma Amante das palavras.

[…]Um livro que fala de gente que também é gente a sério mas que vive nas sombras da sociedade onde se desenrolam os dramas que não fazem parangona nos jornais e que teimosamente se finge não existir, como se a outro mundo pertencessem. A escrita com que a autora nos presenteia, é plena de sensualidade a rondar o erotismo, conferindo-lhe um sorriso traquinas e maroto, equilibrando todo o livro e mostrando a sinceridade da escrita e a intimidade da autora com a sua poesia[…]

[…]
 “No Tempo das Flores Vermelhas”, é um autêntico campo de papoilas de poesia aberto ao mundo em que a autora abraça a natureza com a graciosidade da floração de uma flor silvestre em plena liberdade. Em cada página há sempre uma Flor Vermelha e em toda a obra reflectem-se vontades e desejos, os direitos mais simbólicos da mulher, a liberdade sem tabus, a crítica social.
[…]

“No Tempo das Flores Vermelhas”, é uma serpenteante viagem poética à natureza e à natureza da autora. É, por que não, uma viagem à natureza e à essência da poesia.

do prefácio de Raúl Ferrão

Livros da autora
publicados pela editora Modocromia


sábado, 9 de novembro de 2019

Olhares e Sentimentos

12,00€

A palavra é um dos meios predilectos a que J. Ernesto da Fonseca recorre para se revelar. E é pela palavra em verso que o autor desfia, cronologicamente, o seu percurso de vida, que nos serve os temas que lhe são queridos, neste “Olhares e Sentimentos”, o seu primeiro livro de poesia, depois de participações em várias colectâneas e de já ter publicado livros em prosa sobre temas vários, o último “Memórias de um Enfermeiro de Aquém e Além Mar”, em 2018.

[…]
“Olhares e Sentimentos” é uma dádiva de quem pautou o caminho sempre em coerência consigo próprio, obedecendo apenas à “(…) curiosidade em conhecer algo para além do seu pequeno mundo (…)” e ao “(…) desejo de integração no meio em que vive (…)”, e de quem se entregou à vida com a humildade de dar e receber.
J. Ernesto da Fonseca, tal como ontem, também hoje, corre em busca do seu oceano, acompanhando com o mesmo olhar atento e ternurento o seu “… Sorraia correndo / Em busca do Oceano (…).

A J. Ernesto da Fonseca, companheiro e amigo, o meu reco­nhecimento e apreço por assim Ser, pelo muito que construiu, pelo seu lavor poético. Coruche assim o reconhecerá.



Do prefácio de Ana T. Freitas

Pegadas e Projetos

20,00€



Este trabalho inovador permite ao leitor o contacto com duas realidades diferentes: a portuguesa e a brasileira dos anos 70/80 do século xx. Dois irmãos que a vida afastou, falarão da emigração, dizendo da política do país e da sociedade que os envolveu e trucidou. O meio é a grande condicionante desta narrativa que é inédita – romance epistolar onde tudo acontece.
Nota dos autores – Luísa Ramos e Carlos Lamas de Oliveira

[…]
Comunicar é preciso. É preciso transmitir e absorver conhecimento. Até os mais fortes laços familiares se desatam se não houver comunicação, diálogo, partilha de informação.
[…]
Quando estávamos de férias escolhíamos um postal impresso a cores com um motivo de interesse turístico do local onde estávamos e lambíamos o selo para que chegasse ao destino. Ao chegar a casa, a caixa de correio, que hoje em dia apenas recebe publicidade não endereçada, acolhia os postais dos familiares e amigos com as imagens impressas mostrando os locais visitados. Escritas, à mão, vinham as notícias sobre a viagem.
Era o Facebook e o Instagram de outras épocas…
[…]
“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.” Escreveu, no século xix, Oscar Wilde e, além de outras deambulações, faz-me pensar quantos suculentos nacos de prosa, escritos com o coração em lágrimas ou numa envolvente gargalhada, foram lidos e talvez relidos inúmeras vezes apenas por uma única pessoa? Quantas dessas cartas foram ondas, prenhes de informação e emoção, se repetiram e nunca foram iguais? Quanta sabedoria de experiência feita ficou por partilhar, apenas por estar lavrada numa folha de papel de carta guardada numa gaveta e por outros e pelo tempo esquecida?

Contudo, exceptuando algum descaminho que algumas tenham sofrido, as cartas cumpriram a sua função. Foram lidas, mantiveram a ligação e fizeram chegar a informação. Não acho ser exagero afirmar que foram Literatura, logo foram Arte. A Escrita cumpriu a sua utilidade e não se limitou a imitar a arte ou a vida, outrossim foram pedaços de arte e de vida.

Exultemos a Escrita, afinal com toda a sua humildade serve todas as outras artes… e podemos considerar que viver e conviver é uma arte. 
Do prefácio de Fernando Lopes Neto

Meu Estro, Meu Sentir…


15,00 €
[…]
Formalmente, a minha poesia é variada: tanto pode ser rimada, com ou sem preocupação da métrica, como constituída por versos brancos. Sendo o poeta um ser alado, livre, não deve subordinar-se “a correntes” estranhas a si mesmo. Nada de espartilhos formais.
O que se impõe, a meu ver, é que saibamos distinguir a poesia da prosa, sobremaneira da prosa poética, e que a poesia, se tem pretensões de ser lida, seja inteligível. Como diz Sebastião da Gama “A poesia requer comunicação, porque toda a poesia é mensagem, é recado: e o recado não é do poeta aos seus botões, é do poeta aos outros homens”.
[…]

da nota de Autor de Fernando Cardoso 

quarta-feira, 12 de junho de 2019

"Escrevo como Respiro" de Maria de Fátima Soares

13,00 €

[…]
A poesia invade Fátima Soares, como uma janela nua aberta de par em par, abrigando várias figuras de estilo: – rima interpolada, cruzada, expressão simbólica –, uma vasta junção de signos embelezando cada estrofe, em perfeito aticismo.

“Escrevo Como Respiro”, título audível e líquido como a água de um rio que corre, se converge e de que tudo volta a partir, numa claridade matinal. Extraímos alegorias, invocações bucólicas, volúpia contida, entusiasmo saciado, personificação do EU-Mulher. Raramente plácido e calmo, mas de uma singular delicadeza.[…]

[…]
Que honra ler este livro antes do leitor. O livro tem o seu destino. A autora o sentido da existência. Vale a pena o dualismo e propósito de cada sinal de palavra dançante.

O leitor entenderá a subtileza da poesia, a consciência poética, que a autora retrata magistralmente, através das suas qualidades viscerais de inteligência.



Do prefácio de Mariete Lisboa Guerra

"A Cuva do Tempo" de Clementina Matos

13,00 €


Este livro narra o desabrochar das paixões, com a desenvoltura de um sorriso que conhece os segredos da noite e da madrugada e que acompanha o movimento dos céus:

           Ao sereno da noite enluarou-se a aldeia
           sorrindo


Como tudo aquilo que desabrocha acaba por fenecer, estas paixões encontram o fim do seu ciclo vital na lei inexorável do Tempo, em cujos “ramos” se consumam todos os nossos destinos possíveis.

           nos ramos do tempo
           meu amor
           esquecemos a água
           e tudo secou.


A curva do tempo é também a consumação de tudo quanto é irreversível num movimento em direcção ao fim. Aquilo que descreve uma curvatura, no mundo plano que vai de Aristóteles a Newton, passando pela geometria do espaço plano de Euclides, tende ao movimento circular e à repetição perpétua. […]


As geometrias não euclidianas e a relatividade geral de Einstein tornaram um pouco mais complicado o significado de “Curva” e de “Tempo”, mas ficámos a saber que, no material elástico do espaço e na sua imbricação inseparável com o Tempo, os corpos fazem curvaturas no espaço pelo mero acto de existirem, a luz percorre parábolas e o Tempo, esse, está longe de ser uma sentença fatídica sem recurso, porque também ele pode ser manobrado, estendendo-se numa vasta curva que acompanha a velocidade da luz.
 
            em degelo a alma
            à espera da luz
            vai cedendo às trevas
            e vela o impossível
 
            regresso do tempo.

[…]
Os conceitos abstractos fazem a sua aparição, neste livro, revestidos pelas imagens concretas da Natureza física, para falarem do afecto humano entre o “eu” e o “tu”, combinando-se e casando-se como o dia casa com a noite, a vida com a morte, e a finitude com o infinito. O triângulo entre abstracções metafísicas (como o “presente”), a Natureza física concreta (como “a brisa quente”) e o afecto humano “sobre o amor já louro” concentra no seu seio a forma intemporal do Amor:

           lento o presente
           sol ardente

           a brisa quente
           sobre o amor
           já louro.


Trata-se de um amor antigo, com matizes pagãs, um amor panteísta da natureza pela natureza, um amor sagrado e cósmico que concentra em si a beleza de todos os grandes enigmas. […]

A Curva do Tempo leva-nos consigo. Do mesmo modo, a leitura deste livro traz-nos consigo, e dá-nos um pouco do prazer e da sabedoria necessárias para acolhermos no peito humano a mesma paixão e o mesmo mistério pelos quais o Tempo foi urdido.


Do prefácio de Maria Matos Meireles Graça

Livros da autora 
publicados pela editora Modocromia






terça-feira, 11 de junho de 2019

"Momentos Perpétuos" de José Gabriel Duarte

12,00 €


[…]
Este não é um livro só de poesia, não; é também um livro de reflexões – “A POESIA é uma casa sem paredes, voltada para o sonho…”, “Há momentos que por se revelarem tão intensos nos fazem crer que são perpétuos.” Vale a pena “ganhar” algum tempo, parando a reflectir com o autor.

Nesta viagem, na qual nos deslocamos como que em três carruagens, mudamos para a segunda e deparamos com os poemas. José Duarte dá-nos uma visão triste, por vezes amarga da vida e do amor. […]

Entremos agora na terceira parte deste livro, a terceira carruagem, e temos uma outra visão que o poeta nos quer mostrar, mas fá-lo como se estivéssemos a ouvir a voz de uma mulher. E “ela” dá-nos pequenos episódios, vividos ou sentidos por uma mulher, uma mulher que vive entre o sonho e o desejo não conseguido, entre a tristeza que lhe ensombra a esperança, a paixão escondida pelo medo, a dúvida constante: “Amar é um verbo instável.”

Ainda que amar seja um verbo instável, José Duarte deixa-nos a pensar que o amor vale a pena.

do prefácio de Fátima Pissarra

Livros do autor
publicados pela Modocromia