segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

"Nomes da Noite" de Lília Tavares


13,00 €

Sob o signo da noite, Lília Tavares, em cada poema deste 5.º livro de poesia não reproduz o dizível mas permite o indizível.

A autora desabriga-se no avesso da pele das suas memórias que numa eternidade gasta e passada a quiseram ocultar. 
O eu-poético, embora contido, traz à luz a sua ambivalência que se exprime mediante recursos simbólicos. A incompletude habita as suas raízes: vivências, memórias, viagens, amores. 

Ainda são nocturnas estas viagens, revela. Menina e depois mulher, a autora decompõe-se em matéria subjectiva, como um todo desconhecido. A sua poesia serve-se de alguma economia das palavras para desconstruir uma teia de silêncios, entrelaçada em fios de desejo, de amores e de veredas. 

Num novelo cingido pelo prefácio de Carlos Campos, desfiam-se 70 poemas onde se entremeiam 7 fotografias repletas de significado de Paulo Eduardo Campos, também ele poeta. 
À sombra de uma dessas imagens, pode ler-se:


          «Acordo nas ervas, anoiteço barco,
           como árvore e terra despertaria amanhã.»


"Campeão das Espadas" de Vitor Morais


12,00 €

Longe vão os tempos em que o ato de empunhar uma espada estava a associado a lutas, guerras, conquistas e mortes.

Hoje, para além de deliciarem os mais pequenos nas suas brincadeiras, as espadas são também utilizadas na modalidade da Esgrima onde, em vez de se lutar por um reino e pela vida, se joga pelo objetivo de ultrapassar um adversário e acima de tudo para se superar a si próprio.

Entra na aventura do jovem Afonsinho e aprende um pouco mais sobre o fantástico mundo da Esgrima!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

"Olhares Dispersos" – Ju Andrade

10,00 €

MEMÓRIA

Lembrei-me dos ténis deixados na areiaCaminho de pedras no trilho da veiaA chuva por cima da terra vermelhaMolhava-me a cara tão jovem e já velha.Na gaveta do pranto a cómoda escurade olhos faiscantes brilhava bem dura.

Ju Andrade 

"Sonetando" – Lúcia Ribeiro

10,00 €
[…]
Neste livro, Lúcia Ribeiro ousa atravessar a alma e o corpo para brincar com o espaço envolvente, como se o conhecimento de si própria já não bastasse para dar forma às palavras. Como se provocar o leitor e fazê-lo atrever-se na leitura dos seus poemas se transformasse, agora, em meros devaneios de adolescente. A poesia amadureceu, não lhe bastou brincar, conhecer a intimidade, o Eu tomou consciência do Ser.
“Sonetando” dá forma à consciência, só ela capaz de abarcar a complexidade das emoções como em “A minha paz”, onde o “eu poético” revela a paz conquistada, não oferecida. Esta consciência, capaz de amar com uma alegria contagiante, tem a lucidez de uma vivência equilibrada, onde também aceita a tristeza da outra face da vida.
Em “Sonetando” saboreiam-se paradoxos e as ideias misturam-se harmoniosamente num pulsar ritmado, o mesmo que faz bater o coração.
[…] 
 do prefácio de Frederica Cascão


Livros da autora
publicados pela editora Modocromia




"Litani da Cinza" – José A. Postiga


13,00 €
[…] 
E este mergulho de Nigredo do José Alberto Postiga – que coragem! – é, além de um belo livro de poemas, o corpo recluso cuja hora de visita é um festim de assombrações, e que o torna um caleidoscópio de chiaro-oscuro: um enlouquecimento à medida de se ser tão monstruosamente cândido ao ponto de se ter nascido para isto.
Tardemos, portanto, tardemos, porque não sendo este livro uma sentença nem uma condenação, é uma litania perpétua.
Ficamos a perguntar por ela. Por ela. Porque uma ausência é um grito insuportável. Ao deus laico dos versos: os nossos joelhos. 
[…] 
Do prefácio de Marta Bernardes

"Sob o Signo de Cibele" – Manuel N. dos Santos

10,00 €

    Cada poema é um corpo, a brandura
    dos teus gestos nesse brilho oculto ao brilho
    da tua voz insegura, com o desmaiar das pálidas
    lembranças anunciando uma cabeça recamada
    de flores e de enormes, mas ínfimos segredos (...)
    Cada poema é um corpo;
    este corpo com que escrevo.
    Lírico e solitário... ao Sul
Manuel Neto dos Santos 

"O Cosmos de Anna Veiga" – Gonçalo Inocentes

14,00 €

Não estou habilitado a deitar sobre seus trabalhos um olhar técnico. Solto a palavra em como eles chegam a mim, quer pelo lado estético quer emocional. Eu escrevo vivendo seus trabalhos e nunca comentando como habitualmente acontece.
O clássico é mostrar uma obra de arte e esperar que ela fale por si. Dão-se medidas, elementos técnicos como se fossem sapatos e os livros de arte funcionam como museus, sendo os seus autores meros cicerones.
Eu gosto de viver as obras desde que elas me estimulem, pois não quero nem gosto de ser um mero cicerone.
Conheci Anna Veiga pessoalmente, apenas naquele Outubro, quando do lançamento do meu livro. Nesse dia, os poucos minutos que tivemos, tiveram aquela força que vence todas as inércias e descobri que não conseguia ficar por esporádicos apontamentos lançados ao vento.
Dias depois lancei-lhe um repto para uma parceria. Foi aceite com aquela alegria que era muito sua. Não foi por diante na altura devida apenas por questões de calendários. Está aqui consumada em forma de livro, agora não como um projecto, mas como homenagem que sinto imperiosa.
[…]
Anna Veiga emanava uma energia que ela própria não continha, que se expressava numa actividade febril.
A parte inicial deste trabalho, é como que uma exposição de telas que vão acompanhadas da minha leitura.
A segunda parte do livro é na totalidade da sua autoria, toda ela poesia por si seleccionada.


Da nota prévia de Gonçalo Inocentes

Livros do autor
publicados pela editora Modocromia




"Memórias Escrita no Vento" – Mary Horta

10,00 €

Quando mergulhamos na poesia de Mary Horta, um turbilhão de sensações invade-nos o peito e cria em nós o sentimento puro daquilo que nos vai na alma e que gostaríamos de expressar a cada instante.
A elegância com que escreve e a alegria que imprime nos seus poemas, leva-nos a penetrar no âmago das palavras e a sentir o impulso que brota do seu peito, transformando palavras em poemas que fluem como rosas num jardim de quimera.
Sensível e delicada, dia após dia nos oferece suspiros de alma que nos enternecem e onde vamos beber o elixir que sacia a nossa sede de infinito.
[…]
o repto que aqui deixo é também um desafio, o desafio da descoberta, o navegar na magia das palavras, o saborear cada verso, cada estrofe, descobrindo em cada poema o espelho do nosso próprio eu.

do prefácio de José Sepúlveda

"Slot Ter Hooge" – Gonçalo Inicentes

20,00 €

Estamos rodeados de tesouros que é imperioso trazer à superfície, aos nossos olhos, ao conhecimento.
Mergulhar nos destroços é ir ao fundo da História. Requer vontade indómita.
Temos opções de escolha: sermos simples espectadores ou aventureiros em busca das histórias que provocaram toda uma História.
Mas se as forças não chegarem, e sem elas mão tivermos encontrado a História procurada, o tesouro que ganhamos na busca que então fizemos, faz-nos ser dos seres mais ricos da aventura da procura, que deixa sempre a descoberto outras histórias que não víamos. Os verdadeiros tesouros.
Introdução de Gonçalo Inocentes

Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Contos da Beira-Rio – Raúl Ferrão

10,00 €

[...]
Este livro de “Contos da Beira-Rio” vale pelo conjunto dos oito contos e vale por cada conto. Está justo e perfeito.
O enfoque no último conto assenta na magnitude abrangida na viagem. Para além da descrição da vivência (navegador / “capitão Piruças” / céu e os seus astros / rio Tejo e suas margens) a bordo de uma pequena embarcação do tipo “Kayak”, é-nos transmitida, de várias formas, a importância de considerarmos o Tejo não apenas como o meu Tejo mas aquilatarmos do seu significado de grandioso e modesto, que não se extingue em Lisboa, na sua foz. RF salienta pormenores convergentes na obrigação de aumentar ou de fazer surgir em nós a verdade do Tejo: um rio que é uma estrada da nossa história. Um rio universal e único! 


[...]
E, através desse modo de contar, RF abre-nos outros horizontes, outras perspectivas, outros mundos presentes neste Mundo sem tempo. Por isto afigura-se-me mais perfeita a utilização do verbo recordar. RF faz-nos recordar ensinamentos do Conhecimento, alheado do tempo. 
A presença constante do rio leva-nos à admiração da água – a fertilidade da terra, as águas primordiais… o líquido amniótico. 

[...]
Quando chegamos à leitura das últimas linhas deste livro, recebemos do autor, através de quatro versos, o ânimo para o imitarmos na veneração ao Tejo: Um rio / Uma paixão / Um Amor… / Constante e Eterno. 

[...]

do prefácio de Francisco de Pina Queiroz


Livros do autor
publicados pela editora Modocromia

Entrelinhas da Vida – Luís Padinha

10,00 €


Pureza, simplicidade, e de profunda humildade, são estas palavras que mais ressaltam, para descrever o Luís. Muito para além de uma terna e serena amizade, essa que nos une.

De um sorrir tranquilo, um algo inocente ou ingénuo, eu arrisco a escrever, ele exibe-se assim, como alguém que quase se recusa voluntariamente, a enxergar a malícia humana.

E também revestido de alguma mágoa e melancolia, numa certa mescla de sábia sensibilidade, dessa, que por vezes a vida nos impõe.

E assim pelas suas características, se tecem as suas Artes, sejam as Artes Escritas ou as Artes Visuais, e assim as podemos avaliar, qual em pura ostentação, transmutando se numa imensidão de sentidos, desses, que ainda fazem, ou quase nos obrigam, a confiar cegamente na Humanidade. E que assim se salientam plenas, na sua extremosa criação para a vida.

Do prefácio de Teresa Da Dilva

Loengo – Edgardo Xavier

14,00 €



[…] dos cenários descritos com pormenor acutilante, com realismo cru, com exactidão pictórica, com rara sensualidade nua de margens, com emoção à flor da carne. Encetei uma viagem por dois continentes que o mar, ao invés de os separar, uniu. Nas diferenças. Nas peculiaridades. Nas vivências e nas tradições. Precisão cirúrgica, esta, em que a abordagem a temas nucleares, ainda que em territórios distintos, oscila entre a disforia e a euforia da acção em que decorrem. A urbe e o interior, a mata e o campo, a aldeia e o quimbo, a casa senhorial e a cubata, a fazenda e a courela, convivem num paralelismo em que a destruição da guerra e a destruição da míngua, o estrangulamento das convenções e o preconceito, os anos cinzentos de proibições absurdas e insidiosas, são unos no coarctar do pensamento livre e do livre arbítrio do acto.

[…]
As cores ocres, exuberantes, de África fundem-se com as cores mornas, sejam os azuis, os verdes, o branco, o tom escuro e frio da pedra, de Portugal. A capacidade tradutora do autor encontra-se a cada palavra, a cada frase, a cada diversificação conteudística. Encontro-me, nesta viagem, com personagens pulsantes de vida, de dor, de discreta e momentânea alegria, de sorrisos escondendo lágrimas e de espíritos atormentados por uma panóplia de razões que talvez a própria razão desconheça. É corpóreo o sentimento de solidão, de desesperança, de sofrimento, de insegurança. Mas é igualmente corpóreo o momento da entrega, da consumação dos corpos num amor feito de angústia, de desespero, mas de total libertação dos instintos mais recônditos, mais subtis ou mais violentos, ora transbordantes de inesgotável ternura ora da indiferença que fere em igual medida. A desilusão moribunda magoa tanto como a ilusão que nasce. Mas o autor dirime os momentos de maior dureza com uma imagética de beleza e originalidade únicas, com o avivar de um léxico quase esquecido na oralidade apressada do hoje.
[…]

Do prefácio de Rita Pais



Livros do Autor
Publicados pela editora Modocromia


Paulo Oliveira ーNo Silêncio da Noite


preço 10,00€


Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro!
Eis o que há muito dizemos que completa um homem!
Na verdade meu irmão tu já vais na segunda rodada!
Quanto às árvores não sei mas no restante...
Sinto alguma “inveja” de não conseguir pôr no papel as belas palavras e poemas que tu tão bem sabes usar!
Leio-as e releio-as e cada vez me tocam mais fundo no coração e no fundo fico com um enorme orgulho de poder dizer: SOU TEU AMIGO E IRMÃO DE ALMA!
Parabéns por este Silêncio tão sonoro meu irmão!
do prefácio I, de João de Carvalho

. . .

A poesia é um bem vital. Num quotidiano cinzento ainda mais.

É no pulsar dos versos que a vida se suplanta e atinge o seu expoente maior.
Um poeta é o que reinventa.
Um poeta é o que desamarra a negritude existencial e a eleva.
Um poeta é o que costura do brilho celestial os lençóis onde nos embala o sonho maior.
Prova disso é quem escreve, quem se faz poema novo, quem alimenta uma dessas que é das artes mais nobres de existir.
É para esses o meu eterno aplauso.

do prefácio II, de Paulo Vasco