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quarta-feira, 27 de abril de 2022

"S. Francisco Xavier" de Francisco Xavier Valeriano de Sá



20,00 €


É com nostalgia que o autor recorda a infância, embora entristecida aos dez anos de idade com a morte da sua mãe, mas suplantada pelo carinho e dedicação paterna e dos dois irmãos mais velhos.

Das recordações da juventude gravadas na memória, uma é a caminhada a pé que em 3 de dezembro de cada ano se fazia da casa dos pais na Ilha de Jua (St. Estevam) até à Velha Cidade, para a festa de S. Francisco Xavier. O grupo familiar, composto pelo pai, a irmã, o irmão, o próprio e a encarregada dos serviços caseiros, iniciava a caminhada sob o frio de dezembro e no escuro das 4 da madrugada trilhando caminhos tortuosos por campos, matas, Toltó e Daujim, iluminados apenas pelas estrelas do firmamento, para chegar à cidade por volta das 7 h ao clarear do dia.
A caminhada fazia-se com entusiasmo que se mantinha até ao regresso, ao fim do dia.

[…]

Dos excertos de escritores proeminentes inseridos nesta obra dedicada a S. Francisco Xavier (1506-52), os do Fernão Mendes Pinto (1509-1583) merecem relevo, porque, como contemporâneo, são testemunhos presenciais do encontro com o Padre Francisco Xavier em Molucas, da viajem de Funcheo à China e da recepção em Goa do corpo incorrupto do Santo vindo de Malaca.

Face aos valiosos dados obtidos da família Jasso y Xavier; do título Gõymcho Saib – Senhor de Goa; das narrações relevantes do conceituado historiador Pe. Francisco de Sousa S.J. (1649-1712); dos depoimentos de Fernão Mendes Pinto, contemporâneo e amigo do Santo; de diversos factos e acontecimentos quase desconhecidos de muitos; e fotos de valor histórico, o autor sentiu-se na obrigação de não os deixar desaparecer com a poeira do tempo, mas de os divulgar através desta publicação sobre o glorioso S. Francisco Xavier – Gõycho Saib – Senhor de Goa.
Por último a expressão de gratidão pela preciosa ajuda prestada pelos amigos: António Trigueiros S.J. (Pe.), Augusto Ferreira do Amaral, Lívia de Abreu Noronha, Maria Virgínia Brás Gomes, Teresa Maria de Mendia de Castro – Nova Goa e Venâncio Machado.


In nota introdutória de Francisco Xavier Valeriano de Sá



sábado, 21 de dezembro de 2013

"Património Heráldico Português em Goa, Damão, Diu e Cochim" de Francisco Xavier Valeriano de Sá





Grande parte das pedras de armas reproduzidas são monumentos artísticos de grande valor, das mais belas e perfeitas que na Portugalidade se lavraram. A arte dos escultores das pedras de armas do antigo Estado da Índia era manifestamente - vê-se agora, com exuberância, das fotografias obtidas pelo autor - do melhor em expressão física a que a heráldica portuguesa deu origem. E a possibilidade de admirar essa arte, em toda a sua pujança, temos de agradecê-la a Francisco de Sá.

In Prefácio de Augusto Ferreira do Amaral

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Glossário de Konkani – Português e Português – Konkani" de Francisco Xavier Valeriano de Sá





Concani é a língua dos habitantes do Concão, na Índia, e deriva o seu nome dela. Esta região se estende por quatro estados federais da União Indiana, a saber, Maharashtra, Goa, Karnataka e Kerala, contiguamente ao longo da sua costa ocidental.
(...)
O concani é hoje a língua oficial de Goa, um dos estados federais da União Indiana, e tem afinidades íntimas com a língua oficial do país, hindi, bem como laços fraternais e vizinhos com marata, gujerati e bengala, proveniente das relações sibilinas na origem comum do Indo-Aryano Pracrito-Sânscrito. Seria fastidioso procurar investigar os caracteres utilizados no início para escrever essa língua. Porém, sabe-se que no passado foi representada graficamente por caracteres Kandvi aproximados do canarês, o que levou os primeiros portugue-ses a apelidarem a lín-gua concani de canarim, e, em Goa, com a dominação por-tuguesa adoptaram-se caracteres romanos também.
(...)
O concani foi reconhecido como uma das línguas literárias independentes da União Indiana, em Fevereiro de 1975, pela prestigiosa Sahitya Akademi, a Academia Nacional das Letras, de Nova Delhi, uma organi-zação nacional autó-noma do governo central. Aos 4 de Fevereiro de 1987, a Assembleia Legislativa de Goa, Damão e Diu, adoptou o concani como língua oficial de Goa.
(...)

in Prefácio de Olivinho Gomes


Francisco Xavier Valeriano de Sá nasceu em Diu quando os pais se encontravam lá em serviço, mas foi a Ilha de Jua (Santo Estêvão), Goa, a terra dos seus antepassados, que o viu crescer e está enraízada no seu coração.
Filho de Valentim Azarias de Sá, que foi Director do Hospital de Diu e Inspector Sanitário em Colém, para além de Delegado de Saúde, e de Catarina Eugénia Amaltêa Machado.
Fez os estudos primários em Colém, os secundários nos Instituto Abade Faria, em Margão, e Instituto Matmó, em Pangim, tendo completado o Curso Complementar de Ciências em 1950 no Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, em Pangim.
Passando pelas Escolas de Farmácia e Médico–Cirúrgica de Goa, mas com os respectivos cursos de Farmácia e Medicina incompletos, acabou por se licenciar em Finanças pelo Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, em 1976.
Em 1954 entrou para o Banco Nacional Ultramarino em Goa, prestando a sua colaboração na Agência de Margão (Goa), na Filial de Pangim (Goa), na Filial de Bissau (Guiné) e na Sede em Lisboa, a partir de 1965, na Inpecção Superior do Ultramar, no Departamento do Pessoal e no Departamento de Análises Económico-Financeiras de Empresas, tendo-se reformado em 1992.
Foi Presidente do Conselho Fiscal da Casa de Goa, em Lisboa, no triénio 1995/8 e consultor de empresas. Presentemente dedica-se à investigação histórica principalmente de Goa, à música goesa e portuguesa, à fotografia e à pintura.
Foi colaborador do Almanaque Bertrand e da Revista de Casa de Goa.
Fez parte do Coro ALEGRO CANTABILE e dos BANARINOS – Grupo instrumental e de Cantares Populares Portugueses. Faz parte do EKVAT – Grupo de pesquisa e divulgação do folclore de raiz indo-portuguesa, da Casa de Goa, e do GAMAT – Grupo juvenil da Casa de Goa, de música de cariz goês. No âmbito da fotografia, recebeu vários prémios em concursos para amadores e fez cinco exposições individuais em Lisboa: duas na Sociedade de Geografia de Lisboa em 1994/95; duas no Hospital Egas Moniz em 1995/96 e uma no Hotel Ritz em 1996.